Poder da vontade

por DanaMusic/pixabay

Albert Pike, no Grau 28 de sua obra Moral & Dogma, aborda o desconhecimento que temos sobre o poder da vontade e como nossos pensamentos, palavras e ações podem transformar o meio à nossa volta. Por ignorar essa força — análoga ao poder da Divindade que constrói o Universo —, muitas vezes atravessamos a vida sem praticar a utilidade plena ou duvidando de nossa própria capacidade de influenciar o mundo. Pior ainda, acabamos nos deixando levar por mentes limitadas que, consciente ou inconscientemente, empregam esse poder para espalhar as trevas e perpetuar a submissão dos povos.

Não é estranho que o homem conheça pouco dos poderes da vontade humana e os aprecie de maneira imperfeita; já que ele nada sabe sobre a natureza da vontade e seu modo de operação. Que sua própria vontade pode mover seu braço ou obrigar outro a obedecê-lo; que seus pensamentos, expressos simbolicamente pelos sinais da escrita, podem influenciar e liderar outros homens, são mistérios tão incompreensíveis para ele, como que a vontade da Divindade poderia efetuar a criação de um Universo (PIKE, Albert. Moral and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, 1871, p.xx)

Pike nos convida a refletir sobre a força interna que possuímos e que, muitas vezes, subestimamos. O poder da vontade humana transcende o simples movimento físico ou a comunicação interpessoal; ele é capaz de moldar realidades, influenciar comportamentos e inspirar mudanças significativas. No entanto, o potencial dessa força permanece adormecido na maioria das pessoas devido à falta de compreensão sobre como ela funciona ou mesmo sobre sua existência.

Por isso, é hora de despertar para o uso responsável do poder da vontade. Que cada pensamento, palavra e ação sejam guiados por um propósito maior: construir um mundo melhor, mais justo e mais luminoso. Reconhecer e aplicar essa força de maneira consciente é um ato de coragem e sabedoria que pode transformar a realidade em benefício de todos. A mudança começa em cada um de nós.

Essa reflexão também nos alerta para o impacto coletivo da vontade. Quando alinhada a princípios éticos e objetivos comuns, ela tem o poder de unir comunidades e gerar transformações sociais duradouras. Por outro lado, se mal direcionada, pode ser uma força destrutiva, perpetuando a desigualdade, o egoísmo e o sofrimento. Assim, é fundamental que cada indivíduo assuma a responsabilidade de conhecer e aprimorar sua própria vontade, empregando-a como instrumento de bem-estar coletivo.

A vontade humana, portanto, é um elo entre o indivíduo e o universo. Ao utilizá-la de forma consciente, não apenas nos tornamos agentes de nossa própria transformação, mas também contribuímos para a evolução da sociedade como um todo. Que possamos, então, abraçar o desafio de explorar esse poder, honrando a dimensão criativa que nos foi concedida e inspirando outros a fazerem o mesmo.

Por Rogério Mauri, 33


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