O Caminho do Maçom nos Altos Graus do REAA

por leberchmus/pixabay

Ao ingressar nos Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), o maçom se depara com uma transformação profunda em sua jornada. Aquilo que antes era envolto em mistério na Loja Simbólica começa a ser revelado de maneira mais clara e profunda. É como se um véu fosse retirado, permitindo enxergar os símbolos sob uma nova luz, com significados que antes não eram plenamente compreendidos.

Esse avanço no conhecimento, no entanto, vem acompanhado de um importante ensinamento: a humildade. Ao explorar os Altos Graus, é essencial lembrar que cada maçom tem seu próprio ritmo de crescimento e evolução. Não cabe a nós impor nosso aprendizado ou tentar derramar esse conhecimento nas reuniões da Loja Simbólica. Devemos, ao contrário, respeitar o momento de cada irmão, assim como fomos respeitados quando estávamos no Grau de Mestre. Mais importante do que demonstrar pretensa ‘sabedoria’ é preservar a fraternidade, o respeito e o amor que unem a todos.

O conhecimento adquirido nos Altos Graus deve ser tratado como uma joia preciosa, cultivado com responsabilidade e refletido em nossa conduta diária. Nossa postura diante dos irmãos, da família, dos amigos e do mundo profano deve ser o maior testemunho desse aprendizado. O compromisso que assumimos ao avançar nos estudos vai além das palavras; ele se manifesta em nossas ações, em nossos valores e no exemplo que damos.

Por fim, é importante sermos gratos ao Grande Arquiteto do Universo por nos permitir vivenciar essa oportunidade de aprendizado. É Ele, o Criador, que nos chama a trilhar o caminho dos Altos Graus, enriquecendo nossa visão maçônica e ampliando nosso entendimento.

Que cada passo nessa jornada seja guiado pela humildade, pela fraternidade e pela busca constante por aperfeiçoamento. Afinal, o verdadeiro maçom não apenas acumula conhecimento, mas o transforma em uma luz que ilumina seu próprio caminho e o dos outros.

Por Rogério Mauri, 33


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