A vida é simples, mas o homem é complexo. Ao longo da eternidade, a vida refinou-se até alcançar o equilíbrio entre a ideia e sua materialização. Na doutrina maçônica, esse reconhecimento manifesta-se na referência ao Grande Arquiteto do Universo — planejador, executor e mantenedor da harmonia que rege o micro e o macrocosmo.
Ao contemplarmos essa perfeição, apenas a tangenciamos, pois nos faltam os elementos para compreendê-la em sua totalidade. Estamos na extremidade oposta do entendimento, tentando decifrar o indizível.
O que somos, então?
Somos a complexidade buscando compreender a simplicidade da vida. Movemo-nos incessantemente nessa busca, apenas para perceber que, quanto mais avançamos, mais distante parece o entendimento. Ainda assim, tentamos tocar o infinito.
No Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA) da Maçonaria, esse processo chama-se aperfeiçoamento. Ele ocorre pelo incessante desbastar da pedra bruta, onde o maço da vontade, ao golpear o cinzel da razão, molda o caráter e aprimora o homem.
Ao lapidar a pedra bruta, a personalidade se aproxima da simplicidade, do equilíbrio e da harmonia com o Criador. Esse caminho exige transcender a complexidade egoísta do querer para si e direcionar-se à transparência iluminada do altruísmo — ao ato de doar-se, em comunhão com o Universo.
A Loja de Perfeição do REAA, que abrange os graus inefáveis do 4º ao 14º, introduz o Mestre Maçom a esses conceitos, fornecendo as bases para sua jornada de autoconhecimento. Essa evolução se aprofunda no Capítulo Rosa-Cruz, no Conselho Kadosh e no Consistório de Príncipes do Real Segredo.
Se essa jornada for conduzida com atenção, respeito e dedicação ao conhecimento, ela levará a um estado menos complexo e mais alinhado com a simplicidade da vida. Assim, o iniciado estará mais próximo da verdadeira felicidade e vislumbrará, com clareza, a oportunidade real de construir um mundo melhor.

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